pessoal, desde que voltei para o rj , não estou tendo tempo para postar , como não pintou vaga em nenhuma outra radio daqui estou me virando de várias formas, mas estou feliz por ter tomado a decisão certa, estamos juntos e isto hoje é o mais importante.
No dia 13 como anunciado nos casamos no civil , mas só estiveram lá os padrinhos, minha mãe e minha irmã fotografa, como Cris fazia aniversario no mesmo dia recebemos alguns parentes dela e alguns amigos íntimos. Não estamos satisfeitos, e outro dia comentando sobre a mensagem que temos recebido de Deus através da nossa união, desejamos compartilhar nossa historia com outras pessoas e celebrar nosso casamento com outros amigos.
Por isso em julho estaremos nos casando de novo, na verdade estaremos dando ações de graça por tudo que Dês nos tem dado e ensinado, faremos isso num ritual que não será nada formal, não será numa praia , mas também não deixaremos de realizar o tal lual, esta será a terceira parte, faremos a cerimônia para os convidados num teatro, e não entrarei em detalhes, vcs serão convidados, a data e o local estaremos fechando nos próximos dias.
Outra coisa , Cristiane começou a escrever sua visão da nossa historia , ela me autorizou a publicar, assim vcs também poderão conhece-la mais um pouco. Estamos muito felizes com tudo que Deus tem feito, temos uma família linda, estamos nos eu, ela e Matheus para meditar nas escrituras e interceder por algumas pessoas. Domingo encontramos uma igreja bem aconchegante onde acredito estaremos nos congregando... no mais desejamos que todas as pessoas possam ter um linda historia de amor , que supere tempo espaço e os defeitos dos amantes, que seja tão forte, que nada possa separar.
Desejamos a todos que sejam muito amados e conheçam o maior amor de todos , do amante que deu sua própria vida por ser tão apaixonado por seus filhos. ( falar nisso hoje estaremos indo assistir a paixão do diretor mel Gibson)
Segue A versão dela da nossa historia :
As coisas estão ainda tão claras em minha mente que parece mesmo que foi ontem. Embora eu tenha evitado passar a limpo essa história durante muito tempo, inevitavelmente agora na situação de senhora Lima Moura, me arremeteu uma necessidade de contar a minha versão da história, que embora mude em poucos detalhes é dotada de características femininas.
O ano era 1991, a minha idade era 16 e eu estava no segundo ano do Curso de Formação de Professores. O dia não lembro bem, mas uma colega de turma ofereceu-me um convite para um almoço beneficente em um orfanato que estava em abandono. Não fui neste evento mas toda aquela história me deixou bastante curiosa e na semana seguinte fui conhecer o Beth Shalom que significa Casa de Paz. Meu primeiro contato foi com a Leila, responsável pelas crianças. O lugar era nada agradável aos olhos, mas era condizente com o nome de batismo; sendo assim quase todos os finais de semana minha visita era certa e passei a fazer parte daquela grande família.
Em um desses finais de semana, no mês de Abril do mesmo ano, estava eu brincando com as crianças quando senti que alguém me observava pelo basculante do quarto. Ao me virar avistei uma figura nada peculiar, de cor morena, cabelos negros, baixo, com uma blusa lilás. Ele estava de braços cruzados e em pé no meio do quintal enlameado, pois o dia estava chuvoso.
Confesso que a princípio levei um certo susto mas minha timidez conteve minha inquietação e voltei a brincar. Minutos mais tarde, ao atravessar o quintal para ir até a cozinha, novamente meus olhos encontraram aquela figura que tanto me intrigara. E creio que foi no momento em que ouvi sua voz que algo se movimentou em mim de forma diferente. Mas foi na hora de ir embora que em meio a chuva ele veio com uma desculpa esfarrapada e nada original de pedir uma carona no meu guarda-chuva. Achei engraçado mas foi o início de uma conversa que gerou um encontro na semana seguinte.
Fomos ao cinema e... começamos a namorar. Em apenas um mês, ou menos que isso, eu já o amava. Mas diante dessa descoberta recebi a notícia de sua viagem a Fortaleza, e o detalhe é que não sabia quando ou se iria voltar.
Um dia antes de sua viagem marcamos um encontro que foi total desencontro. Não pudemos sequer dizer um tchau.
Um ano se passou e sem perceber eu o esperava e o buscava em cada pessoa e ¿em cada olhar mais diferente¿. Tinha constantes visões ao caminhar pelas ruas e acho que era mesmo vontade de que fosse ele. Lembro-me até que consegui descobrir a fragrância do perfume que usava e borrifava minha cama e travesseiro com aquele líquido tão precioso.
Sem qualquer tipo de notícia, pensei estar alimentando um fantasma. Foi aí que resolvi acender a lâmpada. Uma semana depois desta decisão, o Jorge voltou. Tive muito medo de todos os fantasmas de antes e preferi ignorar o que sentia.Já estava namorando há uma semana e preferi não dar atenção ao meu coração inquieto.
Uns sete meses depois, a caminho da faculdade, coincidentemente fui de encontro a ele que acabava de sair da rádio em que trabalhava. Foi uma surpresa dupla e inevitavelmente não consegui mais segurar aquela situação e resolvi terminar o namoro para tentar dar um começo a nossa história.
Nesse meio tempo entre idas e vindas em 1994 nos separamos de forma definitiva (pelo menos foi o que pensei na época).
Fui criada por uma senhora a quem não só chamava de mãe mas a sentia dessa forma. Ela tinha costumes bem tradicionais e me educou dessa maneira; isso me diferenciava bastante do Jorge. Por exemplo, eu não tinha hábitos noturnos a não ser o de dormir, dessa forma não o acompanhava. Minha mãe tinha falecido a pouco tempo, mas ainda assim mantive certos costumes que eram difíceis de se desprender tão rapidamente. A esta altura a avó dele também já havia partido e estava morava em um município mais distante, assim nos víamos nos finais de semana.
Toda esta distância e falta de pertencimento a uma família aumentou sua carência. O que o fez conhecer uma pessoa com a qual resolveu casar, o que só fiquei sabendo meses depois quando ele já havia terminado o casamento.
Foi um grande choque ao saber e daí em diante travei uma grande e tortuosa luta contra o que sentia e fiz de tudo para esquece-lo. Logo conheci outra pessoa com quem em pouco tempo decidi morar e logo engravidei. Tive o Matheus que hoje está com sete anos e é verdadeiramente um presente de Deus (aliás é este o significado do seu nome).
Poema de casamento:
Antes eu andava pela areia da praia sentia como era forte minha
solidão.
E a areia era pesada, longa caminhada, meus pés as vezes não agüentavam seu calor , eu sentia dor.
E me sentia às vezes num quarto escuro, sentia fome, sentia sede
Em outros dias uma montanha era lugar seguro de onde eu podia olhar meu passado.Dando voltas e me apresentando os acontecimentos vencidos, já velhos e ultrapassados que ainda me causavam medo. Eu tive medo de não ter progredido, de não ter crescido e não ter evoluído.
Evoluiu minha solidão.
Era vontade de dar um salto, de criar asas e ver o mundo em movimento enquanto eu parado flutuava nas ondas de transmissão.
Quando apagava a luz da sala, o abajur opaco quebrava um pouco a escuridão e eu gostava de ir a janela contar estrelas e conversar com você.
Eu andava sozinho,Eu ficava no quarto. E voava bem alto.
E nunca imaginei que pudesse fazer isso com você.
Hoje percebo que em certos dias , não sei se pares ou ímpares
a tua dor vem te visitar ,sinto tua dor com você mesmo sem sentir ou entender.
sei que será sempre assim, dias de sol , dias de chuva
dias de riso , dias de pranto, de alegria e de tristeza
dias de não querer acordar, de não querer dormir
sei que você estará lá e eu também estarei
agora minha solidão lhe é familiar
tua solidão ira me ocultar
mesmo não sendo mais sozinho e tendo você sempre por perto
sei que em noites como essa vou querer chorar
e mesmo que você não possa me consolar, que a tua dor seja maior que a minha
estaremos sempre lá
naquele velho lugar onde nos encontrávamos as escondidas e onde agora iremos morar